Máquina ou criador?

(Herbert Simon)

Em 1958, Herbert Simon (prêmio Nobel de Economia em 1978) e James March eram vistos como autoridades em questões organizacionais. Seu livro “Teoria das Organizações” é clássico. Formou muitos dirigentes.

A visão de ambos se apoiava em três proposições: a) os empregados são instrumentos passivos capazes de executar trabalhos e receber ordens; b) os membros da organização trazem para a organização atitudes, valores e objetivos; e, c) os membros da organização são tomadores de decisão e resolvedores de problemas.

Era uma ‘evolução’, que tomava por base a teoria tradicional de organização que encarava o organismo humano como uma simples máquina. Neste modelo, “os líderes são freados na realização dos objetivos da organização unicamente pelas restrições que lhes são impostas em função da capacidade, rapidez, durabilidade e custo dessas simples máquinas.”

Essa mentalidade ainda existe, infelizmente. Mas, já há uma crescente conscientização de que o trabalhador não é uma peça a ser conduzida pelos “líderes”. O trabalhador é o que uma organização pode ter de melhor, superando a tecnologia e “chefes” clarividentes.

Nos anos 90, Peter Senge disseminou a ideia da “organização que aprende” (A Quinta Disciplina), na qual seu time expande continuamente sua capacidade de criar os resultados que almejam. Cria-se o espaço para a aspiração coletiva e sua identificação com o propósito da organização. A empresa vista como um organismo complexo, sistêmico, ao invés de uma máquina. As pessoas à frente das mudanças adaptativas necessárias para manter viva a empresa. O sistema Toyota já havia dado esse protagonismo aos que estão na linha de frente e no fazer diário.

Mais recentemente, a Liderança Apreciativa vem misturando princípios de colaboração, qualidade e serviço para construção, no dia-a-dia, de futuros. Simples, como já defendido pelo lean six sigma, mas focando no que está dando certo ao invés do que está dando errado. São seus princípios básicos (cinco “Is”): Investigação, com perguntas positivas; Iluminação, procurando extrair o melhor das pessoas e das situações; Inclusão, envolvendo a todos para cocriação do futuro; Inspiração e, Integridade, prevalecendo o bem do todo.

Publicado por Dorgival Soares

Administrador de empresas, especializado em reestruturação e recuperação de negócios. Minha formação é centrada em finanças, mas atuo com foco nas pessoas.

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